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Notícias da Paróquia › 18/12/2020

O 4º Domingo do Advento nos coloca às portas do Natal.

O 4º Domingo do Advento nos coloca às portas do Natal. Celebremos a grande festa natalina com a certeza de que o Pai nos ama e por isso quer estar entre nós, fazer parte da nossa vida e conduzir a humanidade no amor e na paz. O exemplo de Maria e José nos ensine a viver nossa fé na obediência à vontade de Deus. Maria e José são exemplos de confiança em Deus e de generosidade na acolhida e no cumprimento de sua vontade.

Neste domingo, refletimos sobre o mistério da Encarnação: “A virgem conceberá e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que quer dizer: Deus está conosco” (Mt 1,23). Contemplamos a figura de Maria e as circunstâncias que a envolveram nos dias que antecederam o nascimento do Menino Jesus. “Deus enviou o seu Filho” (GI 4, 4). O Senhor quis a livre cooperação de uma criatura. Para isso, desde toda a eternidade, Deus escolheu para ser a Mãe do seu Filho, uma filha de Israel, uma jovem judia de Nazaré, na Galileia, “virgem que era noiva de um homem da casa de David, chamado José. O nome da virgem era Maria” (CIC 488).

José era esposo de Maria, porém, conforme o costume da época, ele ainda não morava junto com ela. Não tiveram relações conjugais. É natural que José achasse estranho ver Maria grávida, gestando um bebê que não era fruto de sua relação com ela. Como se explicaria isso? Certamente José, “homem justo”, rezou muito e pediu a Deus luzes, antes de tomar qualquer decisão. Deus se manifestou a ele, em sonho, e esclareceu: “José, filho de Davi, não tenha medo de receber Maria como sua esposa, pois o que nela foi gerado provém do Espírito Santo”. A maternidade de Maria não é obra de José, mas do Espírito Santo. Uma vez que José compreende o mistério que se realiza em Maria, poderá assumir a missão que Deus lhe confia: “Ela dará à luz um filho, e você o chamará com o nome de Jesus”. O nome Jesus, que significa “Deus salva” ou “Salvador”, reflete sua missão: “Ele salvará seu povo dos seus pecados”. Pôr o nome em um recém-nascido era função própria do pai. Com isso, José é reconhecido como o pai legal do filho de Maria e dará sua contribuição para que o menino faça parte da descendência de Davi.

Foi uma prova difícil para a fé do homem reto, José. Ele, porém, com responsabilidade madura, entregou-se como colaborador de Deus na história da salvação. Em outras palavras: na pessoa de José, o plano de Deus se encontra com a vontade e a colaboração humana.

Com Maria aprendemos a amar e seguir Jesus, servindo nosso próximo com alegria. Graças ao sim de uma mulher, Deus vem a nós na pessoa de Jesus. Contando com a colaboração do ser humano, ele realiza seus projetos. Maria é exemplo claro dessa verdade. O papa Francisco lembra-nos que se muda o mundo “com o serviço e saindo ao encontro do outro como Maria fez e como fazem muitas mulheres na Igreja”.

Deus está presente em nossa história. Ele guia os nossos caminhos e nos conduz à paz, atendendo a nossa súplica e afastando de nós a sensação de abandono que muitas vezes nos assalta. No mundo atual existe pandemia, morte, violência, injustiça, opressão e exploração. Os desafios que esses acontecimentos lançam à nossa fé e perseverança deve confirmar nosso desejo para o acolhimento desse rei em nosso coração e em nossa vida, pois ele é Emanuel, Deus-conosco. Digamos-lhe “sim”, a exemplo de Maria. Lembramo-nos sempre das maravilhas concedidas por Deus à humanidade.

Por Rosemary de Ross, Escritora e autora de vários livros publicados pela Paulinas Editora. Membro da PASCOM – Pastoral da Comunicação – da Paróquia São Pedro Apóstolo – Pato Branco – Paraná.

 

 

 

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