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Artigos › 28/02/2019

Pe. Reginaldo Manzotti: a força do perdão

O perdão, filhos e filhas, nos purifica, nos lava e principalmente nos liberta. É um mandamento de Jesus e nós somos constantemente perdoados por Deus, que nos amou primeiro. E, porque somos perdoados e amados por Deus, devemos também perdoar. Mas sejamos honestos, ao perdoar não agimos só movidos por amor, por complacência ou benevolência, perdoamos porque foi isso que Jesus nos pediu.

Quem se fecha à graça do perdão fica preso ao passado, à dor, à magoa, à raiva e, às vezes, até ao desejo de vingança, sentimentos tóxicos que acabam bloqueando o futuro. Além disso, podem gerar doenças psicossomáticas, pois reduzem a imunidade do organismo e abrem espaço para as enfermidades oportunistas.

Há, também, aqueles que acham difícil perdoar, porque ainda não entenderam que perdoar não se trata de desculpar ou minimizar a ofensa sofrida e fingir que nada aconteceu. Agir dessa forma significa mascarar o problema, como colocar um curativo em cima de uma ferida que ainda contém sujeira. Ela pode até aparentar estar cicatrizada, mas, por baixo da casca, a infecção permanece.

Insisto: a ferida precisa ser raspada, sangrada, para haver cicatrização. Desculpar não é perdoar, e o perdão só cura quando reconhecemos a dor, conversamos sobre a ofensa e, apesar de admitir ao outro que ele agiu mal e nos machucou, escolhemos não alimentar a tristeza, não guardar ressentimentos e, em Deus, perdoamos suas fraquezas e limitações.

Quando se perdoa, não se esquece. A memória do que passamos não se apaga e nem Deus pede que a apaguemos, mas, se no momento em que lembrarmos daquilo que nos fizeram, o sentimento que brotar for mágoa ou dor, é sinal de que não houve perdão.

Quando perdoamos de fato, a lembrança daquilo que foi cometido contra nós deixa de ter poder destrutivo e não desperta mais emoções negativas, dando-nos força para prosseguir. Já os que não trilham esse caminho, tendem a se tornar agressivos e vingativos.

Não guardemos magoas, não fiquemos rancorosos, não azedemos nossa alma, porque a ausência do perdão bloqueia até a oração. Toda a pessoa que tem muita dificuldade de rezar devia se perguntar, se não está com excesso de mágoa, de inimizade? Qual a relação? É bíblico: “Se estás, portanto, para fazer a tua oferta diante do altar e te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; só então vem fazer a tua oferta”. (Mt 5,23-24)

Então, a falta de perdão causa um bloqueio em nossa comunhão com Deus e com o irmão. Na verdade, somente perdoa quem entendeu o valor do perdão recebido de Deus. Quanto mais uma pessoa vive a experiência desse amor e perdão, maior é a sua capacidade de perdoar.

O perdão cura, liberta e propicia crescimento pessoal e espiritual.

Deus os abençoe!

Por Padre Reginaldo Manzotti, via Aleteia

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