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Notícias da Paróquia › 01/04/2021

Quinta-feira Santa – início da preparação para a Páscoa

Neste dia – Quinta feira Santa – começa o Tríduo Pascal, a preparação para a grande celebração da Páscoa. Celebramos a vitória de Jesus Cristo sobre a morte, o pecado, o sofrimento e o inferno. Este é também o dia em que a Igreja celebra a instituição dos grandes sacramentos da Ordem e da Eucaristia. Jesus é o grande e eterno sacerdote, mas quis precisar de ministros sagrados, retirados do meio do povo, para levar ao mundo a salvação que Ele conquistou com a sua morte e ressurreição. Jesus desejou ardentemente celebrar aquela hora: “Tenho desejado ardentemente comer convosco esta Páscoa antes de sofrer” (Lc 22,15).

Na celebração da Páscoa, após instituir o sacramento da Eucaristia, ele disse aos discípulos: “Fazei isto em memória de Mim”. Com essas palavras, Ele instituiu o sacerdócio cristão: “Pegando o cálice, deu graças e disse: Tomai este cálice e distribuí-o entre vós. Tomou em seguida o pão e depois de ter dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim.” (cf. Lc 22,17-19). Na noite em que foi traído, mais Ele nos amou, pois bebeu o cálice da Paixão até a última e amarga gota. São João disse que “antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo ao Pai, como amasse os seus que estavam no mundo, até o extremo os amou” (Jo 13,1). Penetrar na Eucaristia, nesse mistério profundo do amor de Deus, é cada vez mais entender a dimensão profunda do que significa amar, e não existe amor sem humilhar-se.

Santos óleos

Uma das cerimônias litúrgicas da Quinta-feira Santa é a bênção dos santos óleos usados durante todo o ano pelas paróquias. São três os óleos abençoados nesta celebração: o do Crisma, dos Catecúmenos e dos Enfermos. Ela conta com a presença de bispos e sacerdotes de toda a diocese. É um momento de reafirmar o compromisso de servir a Jesus Cristo.

Lava-pés

O Lava-pés é um ritual litúrgico realizado, durante a celebração da Quinta-feira Santa, quando recorda a última ceia do Senhor. Jesus, ao lavar os pés dos discípulos, quer demonstrar Seu amor por cada um e mostrar a todos que a humildade e o serviço são o centro de Sua mensagem; portanto, esta celebração é a maior explicação para o grande gesto de Jesus, que é a Eucaristia. Este ano devido a pandemia, o rito de Lava-pés deve ser omitido. Caso se opte por fazer, que se escolha uma família e os membros desta família podem então, fazer o Lava-pés entre eles. O presidente da celebração (frei ou ministro) não deverá fazer o Lava-pés, evitando assim, a proximidade e o contato com as pessoas.

Instituição da Eucaristia

Com a santa missa da ceia do Senhor, celebrada na tarde ou na noite da Quinta-feira Santa, a Igreja dá início ao chamado Tríduo Pascal e faz memória da Última Ceia, quando Jesus, na noite em que foi traído, ofereceu ao Pai o Seu Corpo e Sangue sob as espécies do Pão e do Vinho, e os entregou aos apóstolos para que os tomassem, mandando-os também oferecer aos seus sucessores. A palavra “Eucaristia” provém de duas palavras gregas “eu-cháris”, que significa “ação de graças”, e designa a presença real e substancial de Jesus Cristo sob as aparências de Pão e Vinho.

Instituição do sacerdócio

A santa missa é, então, a celebração da Ceia do Senhor, quando Jesus, num dia como hoje, véspera de Sua Paixão, “durante a refeição, tomou o pão, benzeu-o, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: ‘Tomai e comei, isto é meu corpo’.” (cf. Mt 26,26).

Ele quis, assim como fez na última ceia, que Seus discípulos se reunissem e se recordassem d’Ele abençoando o pão e o vinho: “Fazei isto em memória de mim”. Com essas palavras, o Senhor instituiu o sacerdócio católico e deu-lhes poder para celebrar a Eucaristia.

Instituição do sacramento da confissão

Depois que Jesus passou por toda a terrível paixão e morte de cruz, ninguém mais tem o direito de duvidar do amor de Deus por cada pessoa. Aos mesmos discípulos ele vai dizer, depois, no Domingo da Ressurreição: “Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos” (Jo 20,23). Estava, assim, instituída também a sagrada confissão, o sacramento da penitência; o perdão dos pecados dos homens que Ele tinha acabado de conquistar com o Seu Sangue.

Com o Lava pés, Jesus mostrou que servir é se tornar, de fato, servo do outro. Não sou melhor, não sou mais importante que os outros, sou servidor de toda a humanidade. Da mesma forma, como o Senhor nos serve seu Corpo e seu Sangue, assim como o Senhor nos lava; lava o nosso coração e todo o nosso ser, devemos também nos tornar alimento, também devemos nos tornar servidores uns dos outros. Que Deus, no início deste mistério da Sua Páscoa, retire todo o nosso orgulho, a nossa soberba, nos ajude a sermos humildes e com humildade cuidarmos uns dos outros.

Por Rosemary de Ross Debastiani, Escritora e autora de vários livros publicados pela Paulinas Editora. Membro da PASCOM – Pastoral da Comunicação – da Paróquia São Pedro Apóstolo – Pato Branco – Paraná.

 

 

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