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Notícias da Paróquia › 02/04/2021

Sexta feira Santa – Paixão e morte do Senhor

Sexta-Feira Santa “é um dia de penitência, jejum e oração” em que “através dos textos das Escrituras Sagradas e orações litúrgicas, estaremos reunidos no Calvário para comemorar a Paixão a Morte redentora de Jesus Cristo”, explicou o Papa Francisco que acrescentou que “adorando a Cruz, reviveremos o caminho do cordeiro inocente imolado por nossa salvação”.

“Na hora do supremo Sacrifício na Cruz, ele realiza plenamente a obra confiada pelo Pai: ele entra no abismo do sofrimento, entra em sofrimento, entra nessas calamidades deste mundo para redimir, transformá-lo e libertar cada um de nós do poder das trevas, do orgulho, da resistência a sermos amados por Deus”, ensinou.

Ao contrário do que muitas pessoas pensam a Paixão não deve ser vivida em clima de luto, mas de profundo respeito e meditação diante da morte do Senhor, que, ao morrer, foi vitorioso e trouxe a salvação para todos, ressurgindo para a vida eterna.

É preciso manter um “silêncio interior” aliado ao jejum e à abstinência de carne. Deve ser um dia de meditação, de contemplação do amor de Deus, que nos “deu o Seu Filho único para que quem n’Ele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16). É um dia em que as diversões devem ser suspensas, os prazeres, mesmo que legítimos, devem ser evitados.

O ponto alto da Sexta-feira Santa é a celebração das 15 horas, horário em que Jesus foi morto. É a principal cerimônia do dia: a Paixão do Senhor. Ela consta de três partes: liturgia da Palavra, adoração da cruz e comunhão eucarística. Nas leituras, meditamos a Paixão do Senhor, narrada pelo evangelista São João (cap. 18), mas também, prevista pelos profetas que anunciaram os sofrimentos do Servo de Javé. Isaías (52,13-53) coloca, diante de nossos olhos, “o Homem das dores”, “desprezado como o último dos mortais”, “ferido por causa dos nossos pecados, esmagado por causa de nossos crimes”. Deus morreu por nós em forma humana.

Neste dia, podemos também meditar, com profundidade, as “sete palavras de Cristo na Cruz” antes de Sua morte. É como um testamento que deixou para nós:

“Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem”;

“Em verdade te digo: hoje estarás comigo no Paraíso”;

“Mulher, eis aí o Teu filho (…) Eis aí a Tua Mãe”;

“Tenho Sede!”;

“Eli, Eli, lema sabachtani? – Meu Deus, Meu Deus, por que Me abandonastes?”;

“Tudo está consumado!”;

“Pai, em tuas mãos entrego o meu Espírito!”.

À noite, algumas comunidades farão a Celebração da Via-Sacra. As comunidades que optarem por fazer, lembrar que a Via-Sacra deve acontecer dentro da igreja, ou do salão, respeitando o distanciamento. Não se deve fazer caminhada ou procissão durante a Via-Sacra. Também é possível se fazer a coleta para os “lugares santos” durante a Via-Sacra. .

(Fonte : Vatican News)

Ao participarmos dessas celebrações, colocamos o nosso coração em união com a Paixão e os sofrimentos do Senhor. Tudo isso nos ajuda na espiritualidade deste dia. Celebrar com devoção o Seu sofrimento e morte Lhe agrada e nos faz felizes. Associando-nos, assim, à Paixão do Senhor, colheremos os seus frutos de salvação.

Por Rosemary de Ross Debastiani, Escritora e autora de vários livros publicados pela Paulinas Editora. Membro da PASCOM – Pastoral da Comunicação – da Paróquia São Pedro Apóstolo – Pato Branco – Paraná.

 

 

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